quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fogueira de Xangô, o ciclo das festas!!

23/6 Terreiro do Gantois 19h
23/6 Casa de Oxumarê 20 h
29/6 Ilê Asé Opô Afonjá 19h

Festas no Opó Aganju!!

14/6 Fetsa do Arô, festa em homenagem ao orixa Odé
16/6 Ojo Ita, a festa do caçador continua...
As festas acontecem as 20 hrs em Lauro de Freitas/ BA

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Encruzilhada por Mãe Stella de Osossi!

Mais um belo artigo de Mãe Stella. Foto: Fernando Vivas/ Ag. A TARDE/ 31.07.2010
Maria Stella de Azevedo Santos

Quando se fala em encruzilhada, imediatamente surge na cabeça dos brasileiros a ideia de Exu e de “bozó”, nome pelo qual o povo gosta de designar as oferendas que o povo de candomblé faz fora do terreiro-templo. Claro que a referida divindade está, sim, ligada aos entrecruzamentos de caminhos. Mas o simbolismo da encruzilhada e, consequentemente, da cruz está presente em muitas religiões, sendo, assim, universal.

O catolicismo soube enaltecer e ao mesmo tempo popularizar a imagem da cruz, mostrando Jesus sacrificando-se pela humanidade, momento em que ultrapassou seu estágio humano. A cruz, com seus quatro “braços” que apontam para os quatro pontos cardeais, é símbolo de orientação no espaço, para que a jornada humana não seja perdida.

A encruzilhada, portanto, é um lugar de pausa, um momento parado no tempo, que leva à mudança de um estágio a outro ou, simplesmente, de uma situação a outra. Quando, portanto, oferendas nas encruzilhadas são depositadas, está se pedindo inspiração para o novo caminho que se deseja trilhar. Está se pedindo a quem? A Exu, que é, na crença nos orixás, a divindade orientadora dos caminhos, responsável por mostrar a direção correta a ser tomada, tendo em vista que as dúvidas e incertezas possam, por fim, dar o descanso necessário à mente. Exu é a nossa bússola, aquele que nos protege para que não fiquemos desnorteados. Afinal, enquanto seres humanos, nós somos muito instáveis.

Em rituais celebrados pelo candomblé, a característica de instabilidade do ser humano é cantada: Pákun aboìxá; Ibà pa ràn tán axó dá ma aro; a fi dà wa rá àxé akó ma orixá; orixá wa baba alaye = Apague o fogo dos incêndios e nos proteja do aguaceiro; apague o fogo, o calor que se alastra; termine com as muitas discussões e tristezas criadas; nós somos instáveis, transforme-nos, imploramos sempre pelas suas instruções e sua doutrina, orixá. Seja nosso mestre, o dono do nosso modo de viver. Cecília Meireles, em seu poema Ou isto ou aquilo, também nos lembra dessa particularidade, que tanto desgaste dá à mente humana:

“Ou se tem chuva e não se tem sol/ ou se tem sol e não se tem chuva!// Ou se calça a luva e não se põe o anel/ ou se põe o anel e não se calça a luva!// Quem sobe nos ares não fica no chão,/ quem fica no chão não sobe nos ares.// É uma grande pena que não se possa/ estar ao mesmo tempo em dois lugares!// Ou guardo o dinheiro e não compro o doce/ ou compro o doce e gasto o dinheiro.// Ou isto ou aquilo… ou isto ou aquilo…/ e vivo escolhendo o dia inteiro!// Não sei se brinco, não sei se estudo/ se saio correndo ou fico tranquilo// Mas não consegui entender ainda/ qual é melhor, se é isto ou aquilo.”

A vida nos coloca sempre em encruzilhadas, onde somos obrigados a escolher que atitude tomar, por isto se diz que é na encruzilhada que se encontra o destino. É que as encruzilhadas, isto é, os cruzamentos de caminhos, são espaços sagrados, daí a responsabilidade que se deve ter com os rituais e, consequentemente, os pedidos feitos nestes locais. Por exemplo, é comum o hábito de se depositar oferendas para determinadas “entidades”, com o objetivo de conseguir um amor. Inocentes pessoas que, sem o conhecimento devido, não sabem que os amores assim conseguidos são passageiros, tanto que em latim a palavra encruzilhada é conhecida como trivium, significando aquilo que é trivial, que é efêmero.

Repetindo, as encruzilhadas são lugares sagrados onde se pede ajuda aos deuses para que tenhamos critérios nas escolhas feitas, a fim de não nos perdermos no caminho. São também nesses locais que pessoas que possuem o devido preparo espiritual, com muita responsabilidade e respeito, realizam rituais cuja finalidade é despachar, no sentido de expulsar, as energias negativas, que o sagrado consegue transmutar em energias positivas, para depois serem devolvidas aos homens, já livre de todas as impurezas. Pois as encruzilhadas são lugares, e momentos, de reflexão para escolha do caminho a seguir, mas também são lugares naturais para que possamos nos desvencilhar das negatividades por nós criadas ou em nós respingadas.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá.
Fonte: A Tarde

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Conversando e Lendo com Mãe Beata de Yemanja- recomendo


CULTURA E CONHECIMENTO EM TERREIROS DE CANDOMBLÉ

lendo e conversando com Mãe Beata de Yemonjá1

Stela Guedes Caputo

Mailsa Passos

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, Brasil
Resumo
O presente artigo trata da transmissão de valores, conhecimentos e práticas nas redes educativas cotidianas do universo cultural do Candomblé – prática religiosa afro-brasileira. A partir das narrativas que constituem dois livros de Mãe Beata de Yemonjá –
Ialorixá de um terreiro no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro – "Caroço de dendê – a sabedoria dos terreiros: como ialorixás e babalorixás passam conhecimentos a seus filhos" e "Histórias que minha avó contava" – e de conversas com a líder religiosa e seu neto, as autoras buscam compreender como se dão os processos de transmissão cultural nesses contextos, os processos de formação identitária, bem como compreender o lugar que a criança ocupa nesse universo religioso.

Palavras-chave: Práticas culturais afro-brasileiras; cultura e cotidiano; infância e práticas religiosas.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Festas no terreiro Alaketu

Fundado no século XVII o Alaketu está na sua quinta mãe de santo, Jojó, iniciada pra Nanã.  Ela é filha da mais notavel yalorisa da casa, mãe Olga do Alaketu, famosa por sua linda voz e pé de dança aguçado.
   A casa toca:
12/5 Xangô
14/5 Olubajé
19/5 Ogum, Ossain e Oxumarê
26/5 Yabás

Bembé do Mercado



Esse mês é o famoso candomblé que acontece em um mercado em Santo Amaro da Purificação. O Bembé do Mercado, esse ano é a sua 124° edição. Esse evento começou com a abolição da escravidão em 1888 e está cada vez mais forte, representa todo a resistência do povo negro baiana.  O evento é organizado por pai Poti e outras autoridades locais. Quem quiser ficar alguns dias em Santo Amaro vai poder pretigiar o candomblé do Ogum de pai Poti que acontece dia 19, no proximo fim de semana depois do Bembé. A casa fica na entrada da cidade, e é conhecida por todos em Santo Amaro. Boa Festa!

Feitiço de Oxum ( Casa Branca)

Este trabalho de Rafael Soares, que é ogan da Casa Branca é rico em detalhes, descreve o calendário, a história, a linhagem e as pessoas iniciadas e ligadas na casa. É uma boa pedida pra quem vai escrever sobre candomblé.
http://www.ppgs.ufba.br/site/db/trabalhos/RafaelSoares.pdf